Governo do Distrito Federal
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Sobre os chargistas

OS CHARGISTAS COM TRABALHOS NESSA EXPOSIÇÃO

 

 

CARLOS ESTEVÃO (Carlos Estevão de Souza, 1921 – 1972)
Nasceu no Recife (PE), em 16 de setembro de 1921. Em 1946, mudou-se para o Rio de Janeiro. Começou na revista Diretrizes e no jornal Diário da Noite. Neste último, assinava uma série chamada Vox Populi, mantida por vários anos nesse jornal. Colaborou com O amigo da onça, de O Cruzeiro série de quadrinhos criada por seu amigo e conterrâneo Péricles Maranhão. Em 1960, se muda para Belo Horizonte, Minas Gerais, mas continua a produzir para a revista O Cruzeiro e para outros veículos dos Diários Associados. Faleceu em Belo Horizonte, em 14 de julho de 1972.

 

HILDE (Hilde Weber Abramo, 1913 -1994)
Nasceu em Waldau, Alemanha, em 1913. Formada na Escola de Artes Gráficas de Hamburgo, ilustrava jornais e revistas na cidade de Altona, na Alemanha. Em 1933,  mudou-se para o Brasil onde o seu pai, Edmund Weber, já morava. Especializou-se em charge política e contribuiu para revistas e jornais no Brasil durante muitos anos. No Brasil, começou trabalhado como chargista para os Diários Associados, ilustrando as reportagens de Rubem Braga. A partir de 1950, trabalha na Tribuna da Imprensa, jornal fundado por Carlos Lacerda (1914-1977), tornando-se conhecida pelas charges políticas e caricaturas do presidente Getúlio Vargas (1882-1954). Considerada “uma das principais chargistas políticas da imprensa brasileira”. Faleceu em São Paulo em 1994.

 

V. KOWANKO (Vladmir Kowanko)
De origem polonesa, já trabalhava com ilustração humorística na Polônia. Imigrou para a Argentina, vindo para o Brasil por volta de 1955, quando passou a trabalhar no Correio da manhã. Segundo pesquisa de Geraldo Cantarino no livro Segredos da propaganda anticomunista: documentos diplomáticos revelam a atuação do IRD, um departamento secreto do governo britânico (CANTARINO, 2011) e utilizando fontes arquivísticas britânicas, V. Kowanko teria participado da propaganda anticomunista no Brasil produzindo caricaturas para o Correio da Manhã sob encomenda do Information Department da Embaixada britânica no Rio de Janeiro.

 

LAN (Lanfranco Aldo Ricardo Vaselli Cortellini Rossi Rossini, 1925 – )
Nasceu em 1925, em Montevarchi, Itália. Trabalhou no jornal El País, de Montevidéu, Uruguai, onde publicou sua primeira caricatura em 1945. Em 1952, a convite do jornalista Samuel Wainer veio para o Brasil para trabalhar no jornal Última hora, fundado por Wainer. Trabalhou também por um curto período no jornal O Globo. Em 1962 passou a integrar a equipe do Jornal do Brasil, onde permaneceu por 33 anos. Fez alguns trabalhos para Correio da Manhã e para o semanário Flan, ao lado de Otto Lara Rezende, Vinícius de Moraes, Hélio Pellegrino e João Cabral de Melo Neto.

 

AUGUSTO RODRIGUES (1913 – 1993)
Nasceu em 1913, em Pernambuco. Trabalhou como ilustrador do jornal Diário de Pernambuco, mudando-se para o Rio de Janeiro. Foi caricaturista, fotógrafo, pintor, poeta e educador. Durante o Estado Novo (1937-1945), teve atuação marcante com suas charges contra o nazi-fascismo. Trabalhou na revista Diretrizes, que combatia as políticas de educação do Estado Novo. Juntamente com os artistas Napoleão Potiguara Lazzaroto, o Poty, Darel Valença e a pintora norte-americana Margaret Spencer, Augusto Rodrigues criou a Escolinha de Arte do Brasil, em 1948, no Rio de Janeiro, com uma proposta contra a “educação cívica” que vigorava na época, adicionando a arte no currículo. Faleceu em 1993.

 

THEO (Djalma Pires Ferreira, 1901-1980)
Nasceu em 1901, em Salvador, Bahia. Na década de 1920 mudou-se para o Rio de Janeiro. Entre 1918 e 1922 publicou suas charges nos jornais A Tarde e Diário de Notícias, já com o pseudônimo que o tornaria famoso, Theo. No Rio, ele colaborou com a revista Careta, o jornal O Globo e as revistas Fon-Fon e O Malho.

 

BRANDÃO (Jorge Brandão)
Jorge Brandão ligado principalmente à imprensa comunista brasileira produziu caricaturas para o diário Imprensa Popular, Voz Operária e Diário da Noite. Segundo Gawryszewski (2017), foi “um dos poucos contratados e remunerados para tal atividade. Os demais participantes eram militantes, pessoas que professavam o mesmo ideal”.

 

BIGANTI (Edmondo Biganti, 1918-2000)
Italiano da cidade de Todi, região da Umbria, Itália, mudou-se para o Brasil em 1954. Trabalhou como caricaturista político durante 28 anos no jornal O Estado de São Paulo. Foi também cenógrafo e pintava aquarelas, retratando paisagens italianas ou brasileiras, como favelas do Rio de Janeiro, igrejas barrocas de Ouro Preto e cenas paulistanas.

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